Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]




Cidadania e civismo

por antonio-jose-leitao-canotilho, em 31.08.19

Diariamente ouvimos grupos de pessoas e até a própria imprensa a discutir o tema de direitos, cidadania, a consciência e o papel do cidadão na sociedade,  a necessidade no presente momento em sermos unidos e caminhar na frente única de prosperidade de Portugal.

BA7F0587-4795-4045-8631-574A99348FAE.jpegA palavra cidadania hoje encontra-se presente em muitos discursos políticos, em vários eventos sociais, ocultando muitas vezes uma significativa distância entre a teoria e a realidade, atingindo esta por vezes pessoas mais sensíveis ou excluídas socialmente.

O direito à cidadania deveria a possibilidade de todos participarem no uso dos bens materiais e culturais duma determinada comunidade, criados pela sociedade em todas a sua dimensão.

Um exemplo do passado no civismo era quando todos se sentiam motivados a cantar o Hino Nacional e participar nas comemorações com dignidade patriótica.

Todavia, a decadência desta era tem-se vindo a denotar diariamente.

O aparecimento da actual sociedade, instável, inovadora e em constante mutação ultrapassa-se à memória; o futuro domina o passado e os modelos são postos à prova.

Esta sociedade turbulenta em que vivemos, cada vez mais afastada da estabilidade, com gerações em constante transformação, refém da ideologia da novidade, faz com que a memória vá perdendo o fio condutor mestre e básico .

O civismo acaba por entrar em transição e instabilidade. 

Como consequência, desta sociedade confusa em que vivemos, perde-se a civilidade e constantemente ataca-se o próximo com desrespeito, violências descabidas e inimagináveis, em nome da subsistência material.

 Falar a respeito da cidadania e do civismo implica primeiro em civilidade, e como não podemos viver sem um ideal para estabilizar esta sociedade pluralista na dignidade, torna-se importante a maturidade educacional. 

Com uma aprendizagem que favoreça o acesso e permanência de todos na escola sem qualquer tipo de politização envolvente, será possível conjugar as características de cada um na construção da cidadania. 

Não esquecer que o suporte material nessa formação e desenvolvimento do intelecto das nossas criança, é a família e o professor. 

A educação pelos pais e também na escola assume o lugar de destaque na conjugação dessas questões, sensibilizando em cada ser humano um projecto específico de vida para se desenvolver plenamente num verdadeiro cidadão, na realização de seus deveres, e atento aos seus direitos, o que lhe dará consequentemente valorização do seu bem estar e evolução do nível de felicidade.

Só a descoberta continuada da personalidade de cada um, das suas sensibilidades, característica e apetências, a partilha da virtudes e lacunas de cada um entre todos, poderá desenvolver a civilidade e trazer o civismo para a vida do cidadão.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 15:10


Tardes de aldeia, em Freixinho - Sernancelhe

por antonio-jose-leitao-canotilho, em 27.08.19

Freixinho-2.jpeg
Em cada esquina da cidade há um café, um restaurante, uma pastelaria...o lugar onde se dirigem as populações urbanas por várias razões: beber um café, tomar o pequeno almoço, abastecerem-se de pão ou pasteis, ou até mesmo saborear uma bebida e petiscar uma refeição, porque as necessidades fisiológicas o exigem.
Os espaços assinalados são atraentes e sedutores, muita higiene, traços de moderna engenharia, mas... sem alma, ou seja: os clientes entram e saem, fornecem-se ou tomam o seu café, e saem quase sempre stressados para as suas vidas rotineiras. É esta, a principal filosofia e função do café de cidade - quanto mais bem localizado, mais atraente,  sedutor for, e melhores modernices tiver, é para onde as massas populacionais se vão então deslocar.

O valor e interesse da taberna tradicional, muitas vezes com mercearia adjacente e o café da aldeia, são de extrema importância para o equilíbrio e uma salutar convivência entre conterrâneos e amigos.
São uma mais valia das populações das aldeias, estabelecimentos que, não sendo de modo algum um "espaço cultural", se identificam como principal local de conversas, debates, entretimentos como, o jogo das cartas e assistir a programas televisivos.


É assim que se passam as tardes de Domingo, os intervalos do trabalho nas nossas aldeias do interior, sempre em ambiente agradável e com "toque" familiar.

E é aqui o ponto de encontro diário, onde as notícias locais e nacionais estão sempre em dia.

É também onde se delineiam estratégias e acordos políticos e este ou aquele mostra o seu talento, como poeta, cantor, ou tocador de concertina, como o que observamos no filme desta publicação, à porta da Taberna da Srª Anunciação Tavares em Freixinho – Sernancelhe. Apreciamos a exibição do Sr Agostinho da Ponte do Abade para algumas mulheres da aldeia, enquanto os seus maridos no interior, jogam às cartas.

Convívios puros e saudáveis, da máxima importância ao equilíbrio psíquico e bem-estar das populações locais.

Ambientes são sempre acolhedores, sem os luxos e as picuinhices dos bares e cafés citadinos, mas com algo invisível que seduz e atrai amigos e conterrâneos - ALMA.

Freixinho-1.jpeg

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 20:18


Livro “Terras de Granito, Gentes do Coração-4ª parte

por antonio-jose-leitao-canotilho, em 26.08.19

Terminando o tema - Fátima Carneiro e o lançamento público do livro “Terras de Granito, Gentes de Coração” -

Foi um verdadeiro espetáculo intelectual, o dia do lançamento, com autógrafos, flores e uma multiplicidade de ansiedades sentidas por todo o espaço do evento, mais presentes em Fátima Carneiro e nos Oradores que a acompanharam.
Difícil, e de grande responsabilidade, foi a tarefa dos Oradores possuírem a sensibilidade e flexibilidade de falar sobre a realidade dos poemas, e transmitir ânimo e reconhecimento às esperanças da Autora, como um evento de referência. Conseguiram em toda a plenitude.


Teve sorte ter a seu lado Dr. Paulo Neto, orador e figura intelectual de referência, investigador de figuras históricas intelectuais do Concelho, que leu com grande ênfase excertos de poemas do livro. O Sr. Presidente da Câmara de Sernancelhe, Dr. Carlos Silva, mais uma vez mostrou sensibilidade e carinho ao património intelectual do Concelho.
No lançamento, realizado por Fátima Carneiro, esta esteve sempre envolvida pelo carinho dos familiares e de muitos convidados animados, e no final, teve uma fila para autógrafos com muitos livros vendidos.


O Dr. Paulo Neto, ajudou com muito nível a pensar e a caracterizar o evento, sendo a prova final, um lançamento de sucesso.
Fátima Carneiro até nem precisou de muita divulgação, já era uma garantia do público VilaPontense e Intelectuais do concelho; só a sua presença e o autógrafo garantiam movimento e vendas.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 21:30


Livro “Terras de Granito, Gentes do Coração-3ª parte

por antonio-jose-leitao-canotilho, em 26.08.19

Apresento nesta publicação o discurso do Dr. Paulo Neto, homem de profundo conhecimento e historiador da vida e obra de Aquilino Ribeiro, e Diretor da revista “Aquilino”.


Dr. Paulo Neto foi o intelectual escolhido em excelência por Fátima Carneiro no lançamento público do livro “Terras de Granito, Gentes de Coração”

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 20:46


Livro “Terras de Granito, Gentes do Coração-2ª parte

por antonio-jose-leitao-canotilho, em 26.08.19

Continuando com o tema do lançamento do livro “Terras de Granito, Gentes de Coração”, e na posição de espectador, também em nós plateia, tal como a autora do livro, apossou-nos, ao longo da audiência de alguns poemas do livro, a emoção, perante o perfil dos conteúdo dos versos, pensamentos e história do Concelho.
Afinal parece que escrever versos é a grande paixão da Fátima Carneiro.

E nesta arte de leitura e discussão, assim se proporcionou o encontro entre amantes do concelho, e a despertar uma nova forma de ver e sentir este pequeno território de Portugal.

Certo é, que na essência do substrato do seu talento na arte pela poesia, há que pautar a sua experiência de vida, formação e docência de História. E assim com esta sua memória afetiva e audaz, a qualquer contexto redige a prosa.
E para tantas prosas escrever, vamos às suposições, mas a enaltecê-la: certamente que muitas vezes se há-de colocar de joelhos na posição da tradutora da história, à procura do inventivo talento na hora da inspiração ou então, e não será de estranhar, escrever nos braços a tirar notas diretamente do espírito.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 20:41


Livro “Terras de Granito, Gentes do Coração-1ª parte

por antonio-jose-leitao-canotilho, em 26.08.19

Dia 14 de Agosto de 2018 - 1ª parte
Lançamento do livro “Terras de Granito, Gentes de Coração” na aldeia de Vila da Ponte

Certamente que foi um dia feliz para a autora do livro “Terras de granito, gentes de coração” daqueles dias tão felizes, que acontecem mesmo. E certamente Fátima Carneiro não desejaria que acabasse.
Esta, nos dias seguintes, com tanta emoção, certamente não conseguiu pormenorizar o desenrolar desses momentos.

O lançamento do livro “Terras de granito, gentes de coração” da VilaPontense Fátima Carneiro aconteceu no dia 14 de Agosto de 2018, terça-feira em final de tarde, com conterrâneos, família e amigos a assistir. Muita gente que não se conhecia, e se passou a conhecer – tanta gente…!

Certamente que Fátima Carneiro, durante breves momentos, à frente daquela plateia, alguns deles figuras ilustres intelectuais, se sentiu uma criança pequena, olhando para tanta gente que ali estava para conhecer o livro de poemas que escreveu sobre “Sernancelhe”.
Todavia também se sentiu imensamente grata pela oportunidade que teve em realizar um sonho: escrever um livro, e podê-lo partilhar com aquela imensidão de pessoas.


Sentimos que naqueles momentos, Fátima Carneiro teve de se tornar rija, para não entrar em nostalgia com as palavras emocionantes daqueles que fizeram a brilhante apresentação do livro, e adicionaram ao conteúdo do discurso, amizade e admiração.

É claro que se observava nela a emoção a transbordar pelos olhos, ao visualizar os seus filhos, netos e marido, ali mesmo à frente, de olhos bem abertos, e atentos a tudo.
E sentia-se que estava atenta também, olhando para as irmãs, e certos amigos que já são família – também bem pertinho dela.
Um dia que marcou positivamente a aldeia de Vila da Ponte e a autora dos versos “Terras de granito, gentes de coração”, e que enriqueceu o património cultural de Sernancelhe com mais uma obra.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 20:38


Banda de Penedono no agradável jardim da cidade da Mêda

por antonio-jose-leitao-canotilho, em 26.08.19

No percurso que realizo ao final da semana entre Vila da Ponte e Cancelos de Baixo, para uma breve pausa paro, desço ao jardim da cidade da MÊDA, bem harmonizado, de perfeita concórdia entre o ambiente físico que se sente e aquele convívio domingueiro da sociedade que se observa.
Impressiona a atracção convidativa ao lazer relaxante, um habitat fresquinho neste tempo de Verão, recheado de arvoredo e relvado, contrastando com algumas espécies de flores.

Sente-se um especial conforto envolvente, não há poluição sonora e ouvimos o chilrear das aves.
Sentando-me nos convidativos bancos do parque, observo grupos de pessoas nos seus ócios preferidos. Uns a conversar, outros, a percorrer o perímetro do jardim; os românticos a namorar, outros a meditar. E em dias festivos como ontem, a exibição duma banda filarmónica - nesta apresentação, a de Penedono.

 

 

A recreação infantil é muito agradável no jardim. Há diversas infraestruturas convidativas para os mais pequenos se divertirem, saltarem ou correrem.

E assim, não me canso de descer ao jardim, quando por lá passar, para uma breve pausa, onde prevalece a natureza e a tranquilidade, sentida pelos frequentadores que anseiam a paz e sossego em ambiente arborizado, com condições propícias ao convívio e prazer do espaço ambiental, nesta feliz "naturalização" do espaço da cidade da MÊDA



Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 17:59


Banda de Penedono no Jardim da cidade da Mêda

por antonio-jose-leitao-canotilho, em 26.08.19

Nas interpretações a que assisti da Banda de Penedono no agradável jardim da CIDADE DA MÊDA em 18-08, além de terem sido calorosamente aplaudidas pelo público, saiu merecidamente reconhecido o valor, a boa prestação dos músicos e maestro.

Fiquei com esta sensação: 
“Foi maravilhoso estar aqui hoje”
“Foi bom demais para ser visto só por cerca de uma centena de pessoas…
Se muitos soubessem deste ambiente agradável, desta simbiose perfeita com o habitat local… certamente não caberiam os espectadores no jardim”.


Que importante a música como valor elementar da educação intelectual de todos nós, importante a necessidade dos mais jovens se cultivarem em tal nobre arte.

A nossa população mais contemporânea está desmotivados, face ao padrão de concorrência e exclusivismo, presente na sociedade. É importante motivá-los, distanciá-los do ócio e hábitos de vida perversos, dando-lhes o legítimo realce como valores da sociedade, estimulando as suas sensibilidades culturais.


O gosto pela cultura musical através das Bandas Filarmónicas, com a interligação de diferentes indivíduos em várias escalões etários transmite a todos a música, como importante símbolo da arte, bem estar da alma e aprendizagem da vida quotidiana. Tocam em sintonia e coordenação, criam elos de amizade e ocupação dos tempos livres. E sente-se nos grupos um espírito de equipe e brio no desempenho das suas actuações, ficando bem demarcado o bem estar deles e a motivação com que ficam na comunidade com estes valores culturais.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 17:57


BANDA FILARMÓNICA de PENEDONO na Cidade da MÊDA

por antonio-jose-leitao-canotilho, em 26.08.19

BANDA FILARMÓNICA de PENEDONO na Cidade da MÊDA na Festa em Honra do N. Sr. Bom Jesus dos Passos

Música é cultura, indicador de civilidade e qualidade de vida.
Onde existem filarmónicas encontra-se sensibilidade e brio cultural.
Nada de melhor que a referência duma banda filarmónica numa coletividade, pois o seu estandarte a farda e o seu hino, não só são motivo de orgulho da comunidade, como também registo da sua identidade.


É aprazível e enaltecedor, uma pequena comunidade, a Vila de Penedono possuir uma banda de alto nível de qualidade, a responder pela boa formação musical, intelectual e humana, das suas crianças, jovens e adultos.
Um grupo com brio, nível e ação de todos, e, com Maestro em simbiose perfeita.
Esta apresentação da Banda Filarmónica de Penedono, exibida neste dia 18-08 na cidade da Mêda certamente sensibilizou a audiência presente, para a importância da cultura musical das populações. E também o grande privilégio dos jovens passarem por uma banda, que os prepare e motive a adquirir hábitos musicais relacionados com a música de filarmónica geridos sob uma direção, o maestro, a tocar em sintonia com os diversos instrumentos dos vários músicos. E assim se desenvolvem as aptidões para a musicalidade.


Uma banda, além do seu valor no entretenimento da população, funciona como excelente incentivo aos jovens na cultura musical, ocupação e trabalho de equipe.
Assim sendo, estas Instituições provam, o quanto é importante o desempenho que a nossa sociedade deve assumir no apoio e dignificação das Bandas Filarmónicas, através da promoção frequente nos acontecimentos culturais, com o objetivo de as valorizar cada vez mais.
É importante agir para as varias comunidades, dignificarem a sua terra demarcando a sua contemporaneidade com estes suportes culturais

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 17:55


OS NOSSOS JOVENS

por antonio-jose-leitao-canotilho, em 25.08.19

IMG_20190815_191406.jpg
Nos dias atuais e a nível das nossas convivências e participações, a sua projeção tornou-se para muitos egocêntrica com os interesses pessoais em detrimento dos alheios, e todos temos uma cota de responsabilidade para tal modelo de sociedade criada.
Criámos e pactuamos e parte com uma sociedade já bem visível por cá em que o que mais vale é possuir a casa num local que seja evidente ao olhar de todos, diferente das outras, o carro que anda pelas modas dos Jet-Set do local, roupa de marca, todavia faltando-nos o essencial. Fazer uma introspeção a nós próprios e identificar-mos o que é na realidade importante para nós. O nosso ritual de vida tem de ser espontâneo e de modo algum uma exibição ou aparência teatral.

Já cá pelo concelho observamos cada vez mais um aumento do número de famílias com um só filho, mais divórcios, e o ensino dos valores e sacrifício deixa de ter ênfase.
Todos somos responsáveis por estes modelos família e sociedade, abstraindo-nos por completo, que só temos uma vida, e é nela que temos de mostrar a nossa utilidade na comunidade duma forma simples e espontânea e não com exibicionismos e importâncias. Logo que somos afastados das nossas mães pelo cordão umbilical, o tempo da nossa vida passa, passa... com uma rápida contagem decrescente, e... quando nos apercebemos estamos velhinhos.

É este o tema de hoje. A influência dos pais no comportamento, valores e estilo de vida dos filhos.
Ainda como crianças lactentes vejo extremos contrastantes nos jovens pais: superproteção ao bebé com roupas e roupas já de marca, alimentação lactente da mais cara e tantas vezes a menos indicada e quando chegam ao ano, chocolates, iogurtes super-açucarados para os calar, e alimentação de lata, só por que é mais rápida e mais xique...
É o modelo de vida que muitos pais constroem, trazendo a curto prazo consequências graves como a obesidade e a hiperatividade, e mais tarde graves perturbações nas gerações futuras: falta de valores, regras familiares e sociais, a falta de identidade...
Anos depois, após esta superproteção errada, fico realmente estupefacto, com a novo postura dos pais: pela escassez de tempo com a profissão e convívio entre amigos adotam uma ótima solução e fácil: educar a criança com as degradantes, incultas e descaracterizadas novelas da Televisão, e mal menor...tentando mantê-las com o horário mais alargado na Escola.
É verdade, coitadinhas crianças, tão puras, espontâneas e desejosas de aprender e participar os pais incumbem na Televisão e Escola o encargo de educar os filhos.

IMG_20190815_170330.jpg
Concertesa que assim sendo têm mais tempo para a profissão, para os amigos, e para gozarem, libertando-se dos "irrequietos" filhos.
A transmissão da educação, das regras familiares e sociais, ou seja dos valores passa a ser delegada pela TV deformadora e por outros, tantas vezes desconhecidos.
Não é para se admirarem, quando um dia mais tarde sofrem de surpresas e desilusões, pagando um amargo preço pela educação errada prestada.
A escola é fundamental, para ensinar e oferecer conhecimentos, mas num outro sentido da família, que é a única instituição que transmite os valores culturais que a criança futuramente irá adoptar como modelo
A escola nunca será a responsável por uma educação deficiente da criança, mas sim os Pais. Consequentemente o nome de "Pais" compremete-os. Ser Pai é um dom natural e não um incómodo. Por isso mesmo a criança nasceu por que os Pais decidiram, e portanto têm a responsabilidade de a acompanhar sempre.

A moda da Televisão e jogos de computador são a fuga e a estratégia de muitos Pais; a criança de ouvidos e olhos atentos, bem sossegadinha não incomoda. Mas onde estão as histórias e as leituras? Os convívios com os adultos e as outras crianças? E elas não têm que ser ouvidas também? Não têm histórias do quotidiano para contar? não têm os seus problemas?
Como está a nossa sociedade. Levantar cedo a criança, já ao ritmo de stress; como não há tempo para o pequeno almoço, dois iogurtes líquidos carregados de açúcar; depois despachá-la na escola; trabalhar, conviver com os amigos, e o mais tarde possível quando a escola fechar, recolher o filho e ir então para o sofá ver a telenovela até adormecer.
Onde estão as conversas em família, as brincadeiras com o filho, a leitura dum livro infantil ao colo dos Pais, o levá-lo a passear ao Jardim Infantil?
A educação, os valores da família e sociedade devem ser sempre preservados e transmitidos, por que senão vamos ter uma sociedade decadente, doente e incapaz de sobreviver.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 21:01

Pág. 1/3



Mais sobre mim

foto do autor


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.




Arquivo

  1. 2022
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2021
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2020
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2019
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D