Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]




Animar a nossa aldeia

por antonio-jose-leitao-canotilho, em 24.08.19

8B61DC0C-2130-40BF-B9AE-AC7BFD8EBDB7.jpegAnimar a nossa aldeia e o reencontro com os amigos são as principais ambições dos VilaPontenses nestes calorosos Verões. 
Verões começando com o São João em finais de Junho, e terminando em finais de Setembro com as vindimas, sendo para nós de cá “os melhores do País”.
É a altura que melhor proporciona aos conterrâneos e visitantes que cá veem umas férias de Verão estimulantes e reparadoras.
E é mais na primeira quinzena de Agosto, que tem sido proporcionado a todos, várias iniciativas, não esquecendo a gastronomia regional presente nos restaurantes da aldeia, e também a visita ao património histórico e paisagístico, desta antiga sede de concelho, onde encontramos o Pelourinho, a Casa da Cadeia e edifícios Brasonados.
Neste período de Verão, Vila da Ponte ganha vida, alegria, cor, som e muita animação.
Jovens e adultos confraternizam e vivem momentos inesquecíveis que constituem as memórias das férias.
A Comissão de Festas da freguesia empenha-se sempre em proporcionar momentos únicos, inesquecíveis.
Organiza programas diversificados do agrado de pequenos e graúdos.
Bailes animados por conjuntos musicais, espectáculo de pirotecnia, banda de música a percorrer a aldeia inteira que, obviamente são momentos muito aguardados.
A procissão com os andores e músicos, constituem sempre o apogeu no dia da festa, 15 de Agosto.
A Festa do 15 de Agosto em Vila da Ponte, é um verdadeiro convite ao agradável encontro deste povo, que neste dia vive em alegria extrema.
Festa em perfeita harmonia entre o sagrado e o profano, a honrar a Senhora das Necessidades, situada lá no alto do Monte da Borralheira, onde vamos encontra o Santuário e a Ermida, com muitos anos de História, verdadeiro local de fervoroso culto ao longo do ano
15 de Agosto é o dia da Aldeia onde todos se dedicam de corpo e alma à Nossa Senhora das Necessidades.
As mulheres decoram os altares, muitas colocam as melhores colchas à janela ao passar da Procissão, recebem os familiares e amigos de longe, preparam as melhores iguarias para que nada falte à mesa neste dia.
Os homens vestem o melhor fato, assistem à missa campal ao lado do Santuário, sobem os andores, monte acima com os seus tractores, lançam foguetes a anunciar a festa, e para acompanhar a comida, procuram sempre o melhor vinho.
Como importante factor da estabilidade da população, a festa teima em manter-se intacta e coesa e cada vez mais viva
A religiosidade e a festa pagã conservam a sua atracção ano após ano, graças ao espírito dos Vila-pontenses, que comungam tudo num ambiente de verdadeira alegria, tendo um orgulho muito especial na sua Procissão, adornada sempre por uma Banda de Música, este ano de Sernancelhe, que proporcionou momentos ímpares a todos. O Grupo de Bombos com génese já na aldeia a anunciar e dar ênfase à festa, passou a ser um ícone obrigatório.
Deste modo, ao longo do ano, a Senhora das Necessidades atrai fervorosos Peregrinos, buscando milagre e cumprindo promessas, mas também Turistas movidos pelas paisagens ímpares que se desfrutam lá de cima do Monte, alcançando a aldeia de Vila da Ponte e toda a albufeira do Távora

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 14:53


Final de férias - 20/08/2019

por antonio-jose-leitao-canotilho, em 24.08.19

502F9C85-DDA8-46B1-BCA7-5A202CF22B0B.gif

Férias, pausa à labuta profissional, paragem à vida real quotidiana e importante para reflexões, tempo de lazer, ler escrever e conviver.
A realidade, é a rotina do dia a dia, as tarefas de cada um no seu meio, a constante exigência de responsabilidades no trabalho, do relacionamento com os colegas e amigos, e até o cumprimento da rigidez de horários.
Se muitos colocam reticências a estas palavras, a realidade é que se não fosse a rotina e responsabilidades diárias, então viveríamos deprimidos por não trabalhar, tornando-se o dia uma eternidade torturante.
Acontece com todos: dias após o reinício do trabalho e as responsabilidades diárias, então voltamos à estabilidade mental, à rotina.
O trabalho intelectual inerente à especificidade de cada um na sua rotina diária, na verdade, não exige gastos excessivos da energia mental. É que, parte da rotina diária está automatizada pois os recetores do córtex cerebral, estão bem treinados e automatizados.
Porém é a adquirir e a apreender mais conhecimento ou variações da rotina diária, que vai exigir mais esforço mental do que a prática laboral diária.

Então e dando continuidade a este raciocínio, estamos em sintonia com muitos ao afirmarem que se cansam mais em férias. E é verdade: alterações de horários, decisões pontuais sobre o que fazer, onde passear ou encontrar um restaurante para jantar, ou seja, a falta de rotina e constantes decisões pontuais, irão exigir um gasto aumentado de energia mental que a muitos causa “cansaço”.
Portanto, irei reiniciar para breve o meu trabalho profissional, no meu Centro de Saúde e no meu Consultório, ao lado dos meus funcionários de trabalho, discutir assuntos da minha área com aqueles com quem me sinto à vontade, ou seja, entro na rotina e pouparei aquele “débito mental desgastante das férias”.

O trabalho institucional tem de ser altruísta, pois nós, seres sociáveis que somos, sentimos necessidade e prazer de trabalhar em grupo, e é confortável quando sentimos nos colegas recetividade e apoio.
E estes gestos altruístas são recíprocos, não pedem contrapartida, cultiva-se o bem pelo simples prazer de o fazer, e sempre que possamos, estamos prontos para dar e receber de acordo com este espírito.
E é este o perfil filosófico que perdura em muitas de nós, na minha Instituição de trabalho.

Porém, na sociedade, há muitos que vivem na quebra persistente da rotina, persistentemente em tentativas de inovações infundamentadas, determinação obsessiva em tentarem prevalecer as suas teorias autistas e consequentemente causando desgastaste intensivo ao córtex cerebral.

É o caso da crescente degradação de muitos líderes políticos, que, tornando-se em verdadeiras forças de conquista ao poder, se empobrecem na sabedoria ideológica e de valores.
Assim, sentimos e ouvimos que à discussão pública se sucedem frequentemente ofensas, difamações e argumentações a denegrir o próximo. Tais alegações a querer prevalecer pela imposição da gritaria e ira dalguns, os tais protagonistas, é onde a dignidade e razão, são trocadas por um vazio de propostas deprimentes e sem conteúdo.
É pena; e o que estamos a ver?
Divergências incontornáveis, penalização da classe média e um País em depressão.
Que irresponsabilidade o autismo obsessivo, orgulho e vaidade dalguns.

Onde estão os bons homens e boas mulheres? Tão distantes e afastados…
Impera e prevalece a ambição desmedida, a ausência de valores civilizacionais e o respeito.
A democracia e os ideais estão a ser substituídos pela imoralidade, corrupção e amigos de ocasião, razão do descrédito a alguns políticos.
O persistente desgaste à população trabalhadora está a causar fraturas graves na sociedade, abordagens afastadas do debate público, face às constantes notícias no dia a dia sobre escândalos, assaltos, guerras e depressão da economia Mundial.
O que estamos a ver aqui no nosso interior?
Ondas de emigração consequência de todo este mal-estar sociopolítico, pois não há respostas adequadas. Perdemos os bons trabalhadores, no nosso interior Beirão, as aldeias na maioria, só têm idosos, e no prazo de uma a duas décadas, o que será do nosso Interior, como estará Portugal?
Resta-nos retroceder, olharmos para a História e valores civilizacionais adquiridos ao longo de centenas de anos, e aproximarmo-nos dessas regras com as conquista positivas alcançadas no último Século.

(Quadro do post, autor: Luis Canotilho)

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

publicado às 14:10

Pág. 3/3



Mais sobre mim

foto do autor


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.




Arquivo

  1. 2022
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2021
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2020
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2019
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D