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Família Canotilho

por antonio-jose-leitao-canotilho, em 25.08.19

FA8932E3-275B-44E9-9AF0-C9524C18CA4D.jpegA família Canotilho de raízes profundas Pinhelenses, sentiu no último encontro uma contagiante partilha de saudade, alegria e boa disposição.
Tão agradável para muitos, dispersos por Portugal, a deslocação a Pinhel, somente para confraternizarem breves momentos de ficar em família.
Todos juntos em Pinhel, pequenina cidade da Beira Alta, mas grande para nos acolher; é que pertencemos à família Canotilho, endógena da Cidade.
Convívio aprazível de saudades, recordações e valores da família, a partição de alegrias e sugestões para novos encontros.
Novas almas, os primos desconhecidos e os mais novos...
Que sensação de paz e harmonia.
Hoje, com a deterioração dos pilares mestres da sociedade, a “FAMÍLIA” e “AMIGOS VERDADEIROS”, sensibilizamo-nos, quando ainda entre muitos perduram estes símbolos de “estabilidade” e “bem estar” humano.
Num dos temas anteriores realcei a importância dos amigos para a nossa estabilidade moral e psíquica do dia a dia. Hoje pronuncio-me sobre a minha família de “raiz”.
Família culta, leal e unida, confortável e sólida, à dimensão que nos proporciona colectivamente “orgulho e brio”.
Somos uma família em que as directrizes mestras se centralizam na sapiência dos mais velhos e experientes, tão importante para todos, a consolidar valores, tradições e histórias de família.
Certamente, se os meu Avós fossem vivos, a reunião do núcleo familiar seria em casa deles, o lar por onde quase todos passamos, onde todos os objectos, os vários compartimentos nos transmitiam a saudosa lembrança dos grandes momentos que por lá passamos, e aquela vitalidade alegre sentida entre os Primos, Tios e Avós muito ligados em tempos de férias.
Assim juntamo-nos na casa do nosso Tio mais novo com amplos espaços para todos patrocinarem em conjunto e à vontade o momento, não esquecendo a zona de recreio para os mais pequenitos poderem brincar e sentirem neste ambiente, “o jardim da brincadeira dos priminhos pequenos”.
O orgulho sentido pelos familiares mais experientes, nas palavras do chefe da casa, o “Tio Quim” foi que, a noção da alma e valores da família “Canotilho”, perdura em todos, e a grande prova, foi a estabilidade emocional sentida, desde o mais pequeno, ao mais idoso.

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E são todos “estes valores”, “os amigos” a “família verdadeira”, com atributos de respeito e cultura que caracterizam o bem estar do “indivíduo” e da “sociedade”.
E é na palavra “cultura”, como fiel de balança social, que sentimos o nível de educação, cidadania e respeito do ser humano e da sociedade envolvente.
Porém na contemporaneidade a sociedade retrocedeu culturalmente com a cultura do individualismo, o consumismo e a própria globalização.
Mas, a cultura, é o catalisador oculto do bem estar da sociedade, e valor imprescindível do cidadão ao seu relacionamento com o mundo e com a sociedade.
Assim sendo, o Homem, possuindo um conhecimento geral do mundo e de si próprio, com a elevação do nível da cultura dispõe de padrões para que a sua sociedade possa evoluir em termos civilizacionais, demarcando-se com as referencias adquiridas por novas aprendizagens, marcando por conseguinte a sua era.
A cultura local, regional ou mesmo Nacional, está instável, há uma proliferação da futilidade pela força dominadora dos média, com uma contagiosidade enorme, tornando-se numa crueldade à sociedade construtiva e de ideias.
E o que fazer nestas circunstâncias para credibilizar e pôr a verdade das regras civilizacionais e culturais com vista ao bem estar do cidadão, e o não enfraquecendo?
Por algum motivo os educadores, desde os pais aos professores se deparam com a indiferença e apatia dos jovens, contextos vários e novos, em constantes mutações.
São as influências dos grupos onde passam a maior parte do dia, com filosofias imaturas e não construtivas que gera a rebeldia destes.
É a proliferação do mundo virtual e dos suportes informáticos a concorrer com os valores institucionalizados da sociedade, como os pais e professores.
É o domínio da indústria de jogo e entretenimento a substituir a educação, o conhecimento e a verdadeira construção da personalidade.
Assim escola e demais Instituições culturais ficam para trás como estruturas “base” de ensino, para ensinar, educar, formar, os valores adquiridos pela civilização ao longo de séculos e que estimulam a capacidade de decisão de cada um.
Esta rápida transformação dos valores culturais, dos estilos de vida, do vazio interno das mentes de muito, das deformações já adquiridas em muitos ao verdadeiro sentido de estar e viver em sociedade salutar e construtiva com previsões catastróficas, a assim continuar, exige de imediato uma profunda reflexão da situação e toma de posições em contexto mundial para repor a verdadeira cultura e valores que afirmem a estabilidade, progresso e bem estar do homem.

C4A08AA3-8101-4A22-977D-CD99F9FA30F2.jpegCuidado, o mundo neste contexto de evolução vive numa ilusão abismal e em depressão grave.
De imediato há que fazer um diagnóstico deste contexto mundial, meditar sobre a cultura e sociedade que entretanto se formou, criando novos métodos de ensino, que incidam sobre o valor do ser humano, a cidadania, o respeito, a Pátria, a psicologia da compreensão, a memorização das ferramentas indispensáveis ao debate, ao senso critico, à nossa cultura como seres inteligentes.
É a educação que devemos repor, com os vários contextos assinalados repostos em conjunto, mas o sacrifício será importante para todos, tal como para nós em estudantes de há 30 anos atrás: humildade, estudar e decorar, decorar e compreender, repor o hábito da leitura, da escrita, estimular o pensamento, criar, ou seja estar ao nível da dimensão cultural da época.
Nós conseguiremos: ao longo dos séculos passamos por vários desafios culturais, civilizacionais e sociológicos; aprendemos muito com a história.
Não queiramos repetir erros que a história nos ensinou...

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publicado às 09:17


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