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Final de férias

por antonio-jose-leitao-canotilho, em 18.09.22

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Férias, pausa, para os estudantes no ano letivo, e para aqueles que trabalham na sua labuta, interregno à vida real quotidiana, importante para retoma de energias e reflexão.

A realidade da vida, é a rotina do dia a dia, a tarefa do cidadão no seu habitat, a exigência diária de responsabilidades, do trabalho, do relacionamento com colegas e amigos, e até o cumprimento da rigidez de horários.
Se muitos colocam reticências a estas ações, a realidade é que se não fosse a rotina e as responsabilidades diárias, viveríamos deprimidos por não trabalhar, tornando-se então o dia uma eternidade torturante.
Porém, só passados alguns dias depois a assumir o trabalho e responsabilidades do dia a dia, é que iremos sentir estabilidade mental e realização.

É que as tarefas da nossa especificidade e aprendizagem na rotina diária não exigem gastos supérfluos de energia mental.
Parte da rotina do dia a dia está automatizada visto que os recetores do córtex cerebral, estão treinados e automatizados, não exigindo por conseguinte grande esforço intelectual.
Resumindo: adquirindo e apreendendo novos conhecimentos é-nos exigido mais esforço mental que a prática do dia a dia.
E dando continuidade a este raciocínio, damos razão a muitos quando afirmam que se cansam mais nas férias.
É verdade: alterações de horários, decisões pontuais sobre o que fazer, onde passear ou encontrar um restaurante para jantar, isto é, a falta de rotina e constantes decisões pontuais, irão exigir um gasto aumentado de energia mental que a muitos causa “cansaço”.

Portanto, depois de férias, reiniciamos o trabalho profissional nos empregos, com os nossos funcionários de trabalho, discutindo assuntos da profissão com os quais estamos à vontade, ou seja, entramos na rotina e a poupar o débito mental desgastante.

Para nos ambientarmos ao reinício do trabalho nada melhor que viver em simbiose com os companheiros de trabalho. E quando tal acontece, sentimos à entrada aquele acolhimento e altruísmo dignos de registar, pois são as pessoas bem conhecidas do nosso ambiente profissional.
E tal é muito importante, pois que, seres sociáveis que somos, sentimos prazer trabalhar em grupo, e tão agradável que é, ao sentimos nos colegas boa recetividade.
E são estes os gestos altruístas que são recíprocos, pois não pedem contrapartidas, cultivando-se o bem pelo simples prazer de o fazer, estando nós numa próxima oportunidade, prontos para dar com o mesmo espírito.

Todavia na sociedade, muitos outros vivem na quebra persistente da rotina, com frequentes  tentativas de inovações infundamentadas, desejo obsessivo em fazer prevalecer as suas teorias autistas e a causarem um desgastaste intensivo ao seu córtex cerebral.
É o caso da crescente degradação de muitos líderes políticos, que, tornando-se em verdadeiras forças de conquista ao poder, se empobrecem na sabedoria ideológica e de valores.
Assim, sentimos e ouvimos que na discussão pública se sucedem frequentemente ofensas, difamações e argumentações a denegrir o próximo.
Tais alegações a querer primar pela imposição da gritaria e ira dalguns, os tais protagonistas em que a dignidade e a razão, são então trocadas por um vazio de propostas deprimentes sem conteúdo.

É pena; o que estamos a ver.
Divergências imensuráveis, penalizações da classe média, desemprego e um País constantemente em depressão.
Que irresponsabilidade o autismo obsessivo, orgulho e vaidade dalguns.

Onde estão os bons homens e boas mulheres? Tão distantes e afastados…
Impera e prevalece a ambição desmedida, a ausência de valores civilizacionais e o respeito.
A democracia e os ideais estão a ser substituídos pela imoralidade, corrupção e amigos de ocasião, razão do descrédito a muitos políticos.

O persistente desgaste à população trabalhadora está a causar fraturas graves na sociedade, abordagens afastadas do debate público face às constantes notícias no dia a dia sobre escândalos, assaltos, guerras e depressão da economia mundial.

O que estamos a ver aqui no nosso interior?
Ondas de emigração consequência de todo este mal-estar sociopolítico, pois não há respostas adequadas.
Perdemos os bons trabalhadores, no nosso interior Beirão, as aldeias na maioria só tem idosos, e dentro de uma a duas décadas, o que será do Interior… como estará Portugal…

Resta-nos retroceder, olharmos para a História e valores civilizacionais adquiridos ao longo de milhares de anos, e aproximarmo-nos destas regras, com as conquista positivas alcançadas no último Século. 

 

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publicado às 15:26


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