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Identidade cultural

por antonio-jose-leitao-canotilho, em 25.08.19

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A referência à nossa identidade e valor cultural deverá estar bem presente no adulto já com a maturação alicerçada, com papel influente para os membros da família, amigos e aqueles com quem se lida no dia a dia. 

E assim, nós pais de filhos, somos os representantes duma geração de família, da qual nos orgulhamos, pelos valores que nos transmitiram. 

Lembramo-nos de muitos pormenores educacionais da infância, nos genes encontram-se valores humanos centenários que nos foram transmitidos, existindo como que um fio condutor ligado às gerações, e que nunca o deveríamos deixar quebrar, conectando-o persistentemente aos familiares mais novos. 

É pena o que estamos a observar na contemporaneidade: rotura do fio condutor de gerações e então observamos esta realidade: avós empurrados para os lares, os mais novos independentes e presos aos telemóveis... A transmissão dos valores familiares, desde o simples ato de ajudar a cozer um botão, limpar a loiça à mãe, ou então ensinar regras de civilidade ou cidadania, desapareceu.

E o que vemos também em muitos cidadãos na sociedade de hoje? Desinteresse de muitos adultos em passar testemunhos culturais e familiares aos mais novos, indolência que estes mesmos adquiriram, fruto já duma ignorância a denotar-se na sociedade.
E as futuras gerações?
Que capacidade irão ter para suportar as contrariedades da vida? É que... a vida não é um mar de rosas.

A minha Mãe perdeu a minha Avó com dias de vida, foi educada pela minha Bisavó que faleceu cedo, aos 51 anos foi-lhe diagnosticada uma doença maligna e três anos depois partiu. Até ao fim, sempre boa companheira do marido, tendo educado com distinção os dois filhos.
Sentia-se nela uma bravura transmitida pela educação e dificuldades que teve na vida. Como em muitos da sua geração teve mestres que a prepararam para todos os cenários da vida: o bom e o mau, a alegria e a tristeza.

E assim, no exemplo da minha Mãe, encontramos a força para viver e lutar, que ela soube aprender na educação e instintivamente pela genética onde estavam codificados traços da personalidade adquiridos ao longo dos séculos, pelos seus antepassados.

Para mim felicidade, é dar uma voltinha de bicicleta, tirar umas fotografias ou estar sentado numa esplanada com aqueles que amamos.

Deus não é o culpado das desgraças do ser humano, os homens é que por vezes são bárbaros. A vida ensina-nos a viver com as injustiças, e sentimos que a justiça na maior parte das vezes não é feita, o que é uma lição difícil de compreender.

Para se sobreviver, tantas vezes temos fazer de tripas coração.
Sobreviver? Sim, com os bons amigos, uma variante do amor. Bons amigos, amigos de coração, que os tenho.
Porém, em muitas circunstâncias preferimos ser fiéis aos nossos princípios e conhecimentos, que a vender a alma ao diabo ou ser desonesto na arte de vencer. 

E tantas vezes que temos terrenos adversos à nossa volta e, com tanta tempestade, o melhor é cedermos ao destino, entregarmo-nos às ondas, e acreditar que chegamos serenamente a bom porto. E assim tantas vezes alcançamos a paz que nos traz estabilidade. 

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publicado às 20:17


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