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OS NOSSOS JOVENS

por antonio-jose-leitao-canotilho, em 25.08.19

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Nos dias atuais e a nível das nossas convivências e participações, a sua projeção tornou-se para muitos egocêntrica com os interesses pessoais em detrimento dos alheios, e todos temos uma cota de responsabilidade para tal modelo de sociedade criada.
Criámos e pactuamos e parte com uma sociedade já bem visível por cá em que o que mais vale é possuir a casa num local que seja evidente ao olhar de todos, diferente das outras, o carro que anda pelas modas dos Jet-Set do local, roupa de marca, todavia faltando-nos o essencial. Fazer uma introspeção a nós próprios e identificar-mos o que é na realidade importante para nós. O nosso ritual de vida tem de ser espontâneo e de modo algum uma exibição ou aparência teatral.

Já cá pelo concelho observamos cada vez mais um aumento do número de famílias com um só filho, mais divórcios, e o ensino dos valores e sacrifício deixa de ter ênfase.
Todos somos responsáveis por estes modelos família e sociedade, abstraindo-nos por completo, que só temos uma vida, e é nela que temos de mostrar a nossa utilidade na comunidade duma forma simples e espontânea e não com exibicionismos e importâncias. Logo que somos afastados das nossas mães pelo cordão umbilical, o tempo da nossa vida passa, passa... com uma rápida contagem decrescente, e... quando nos apercebemos estamos velhinhos.

É este o tema de hoje. A influência dos pais no comportamento, valores e estilo de vida dos filhos.
Ainda como crianças lactentes vejo extremos contrastantes nos jovens pais: superproteção ao bebé com roupas e roupas já de marca, alimentação lactente da mais cara e tantas vezes a menos indicada e quando chegam ao ano, chocolates, iogurtes super-açucarados para os calar, e alimentação de lata, só por que é mais rápida e mais xique...
É o modelo de vida que muitos pais constroem, trazendo a curto prazo consequências graves como a obesidade e a hiperatividade, e mais tarde graves perturbações nas gerações futuras: falta de valores, regras familiares e sociais, a falta de identidade...
Anos depois, após esta superproteção errada, fico realmente estupefacto, com a novo postura dos pais: pela escassez de tempo com a profissão e convívio entre amigos adotam uma ótima solução e fácil: educar a criança com as degradantes, incultas e descaracterizadas novelas da Televisão, e mal menor...tentando mantê-las com o horário mais alargado na Escola.
É verdade, coitadinhas crianças, tão puras, espontâneas e desejosas de aprender e participar os pais incumbem na Televisão e Escola o encargo de educar os filhos.

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Concertesa que assim sendo têm mais tempo para a profissão, para os amigos, e para gozarem, libertando-se dos "irrequietos" filhos.
A transmissão da educação, das regras familiares e sociais, ou seja dos valores passa a ser delegada pela TV deformadora e por outros, tantas vezes desconhecidos.
Não é para se admirarem, quando um dia mais tarde sofrem de surpresas e desilusões, pagando um amargo preço pela educação errada prestada.
A escola é fundamental, para ensinar e oferecer conhecimentos, mas num outro sentido da família, que é a única instituição que transmite os valores culturais que a criança futuramente irá adoptar como modelo
A escola nunca será a responsável por uma educação deficiente da criança, mas sim os Pais. Consequentemente o nome de "Pais" compremete-os. Ser Pai é um dom natural e não um incómodo. Por isso mesmo a criança nasceu por que os Pais decidiram, e portanto têm a responsabilidade de a acompanhar sempre.

A moda da Televisão e jogos de computador são a fuga e a estratégia de muitos Pais; a criança de ouvidos e olhos atentos, bem sossegadinha não incomoda. Mas onde estão as histórias e as leituras? Os convívios com os adultos e as outras crianças? E elas não têm que ser ouvidas também? Não têm histórias do quotidiano para contar? não têm os seus problemas?
Como está a nossa sociedade. Levantar cedo a criança, já ao ritmo de stress; como não há tempo para o pequeno almoço, dois iogurtes líquidos carregados de açúcar; depois despachá-la na escola; trabalhar, conviver com os amigos, e o mais tarde possível quando a escola fechar, recolher o filho e ir então para o sofá ver a telenovela até adormecer.
Onde estão as conversas em família, as brincadeiras com o filho, a leitura dum livro infantil ao colo dos Pais, o levá-lo a passear ao Jardim Infantil?
A educação, os valores da família e sociedade devem ser sempre preservados e transmitidos, por que senão vamos ter uma sociedade decadente, doente e incapaz de sobreviver.

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publicado às 21:01


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