Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]




Turismo pela ferrovia do Douro - da Régua ao Pocinho

por antonio-jose-leitao-canotilho, em 24.08.19

Resumo da viagem de comboio da Régua ao Pocinho - 1400 CP

IMG_9817.JPG
Velocidade, é o requisito dos tempos de hoje para o sucesso do transporte ferroviário.
O turismo pelos trilhos de ferro, apreciado muito pelo intelectual e o homem da cidade, possui a vertente apreciativa ao mundo rural e maravilhas paisagísticas da natureza, o turismo e lazer contemporâneo aos tempos de hoje.

A partida da viagem que apresento na publicação, situa-se na estação de caminhos de ferro da Régua, porém vou tentar retratar o panorama deste espaço, retrocedendo a algumas décadas atrás: 

-- movimento de muita gente, uns a chegar, outros a partir,  mais outros em transbordo de comboios.

-- no bufete da estação, o aroma é a café e tabaco.

-- nas plataformas da estação, o cheiro do fumo a carvão das locomotivas.

Um vai e vem de gente e comboios, onde o espaço da gare se tornava tantas vezes insuficiente perante o enorme fluxo de passageiros.

 Presentemente o tráfego de comboios diminuiu, foi encerrado o último troço da linha do Douro e desmanteladas as linhas do Sabor, Tua, Corgo e Tâmega . 

Sempre por determinação mandatória das rodovias, resultado dos tempos modernos.

Porém observamos pela Europa, e na nossa vizinha Espanha, muitas das ferrovias da era do vapor, a serem adaptadas à contemporaneidade, seja por interesse público, ou então pela iniciativa bairrista e nostálgica de muitos, apesar de algumas terem sido já sido encerradas. 

É a força sentimental duma colectividade, perante a herança simbólica da primeira revolução industrial, no desejo em conservar e recuperar os grandes valores:

-locomotivas, carruagens, infra-estruturas e estações.

E assim, em muitas colectividades da Europa foram criadas associações e empresas turísticas para os fãs das linhas férreas que, perante o prejuízo nas comunidades do encerramento das vias, se valorizou a sua importância, pelo sentimento de perda, transformando-as então numa nova linha férrea, a turística.

 E em Portugal, no Norte, vamos encontrar várias linhas desactivadas, que, no século passado tiveram forte impacto social e comercial, localizadas em áreas com características paisagísticas e ambientais convidativas ao turismo ferroviário, e em condições viáveis de restauro.

É a linha do Vouga, que seguia parte do seu percurso ao longo do vale do mesmo rio; são as várias ferrovias aferentes à linha do Douro, como a do Sabor, Tua, Corgo e Tâmega. É o troço desactivado da linha do Douro entre Pocinho e Barca de Alva.

São linhas de potencial turístico ímpar, com desejo à reabertura, na consciência e opinião das populações locais e homens com perspectiva da rentabilidade destas, e de dimensão cultural e cívica a registar.

Para estas linhas, de bitola estreita, há ainda equipamentos de tracção a vapor, alguns conservados em Museus, como em Macinhata ou Sernada do Vouga, em condições de serem colocados em movimento. 

Valores patrimoniais históricos e heróicos a contemplar o turista nos percursos, com a conveniência em descobrirem as paisagens do Portugal profundo através dos meios de tracção a vapor e destas linhas, seduzindo centenas de entusiastas.



Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 21:40



Mais sobre mim

foto do autor


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.




Arquivo

  1. 2022
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2021
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2020
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2019
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D